CACHORRO NÃO É CRIANÇA!

dog-sunglasses-summer1A má criação dos animais é um problema recorrente na sociedade mundial. Resultando na ilusão do ser humano, de que o animal é mais do que um mero bicho de estimação. Podendo mau acostuma-lo, e refletindo efeitos ruins na criação.

Adestradores confirmam que a criação dos animais, desde pequenos, necessita de paciência por parte dos donos, que devem estabelecer autoridade, proporcionando comando para que o cachorro, ou gato, saiba que ele é submisso naquele território.

A perda do comando pode resultar em maus hábitos dos animais. Assim causando distúrbios dentro de casa. Na maioria dos casos, isso ocorre quando o dono cria e acostuma o bicho como uma criança e não estabelece limites.

Rosaura Fidelli Marques, de 34 anos é dona da cadela Pipoca. Uma Lhasa Apso de 6 meses que foi repassada de uma ONG na zona sul de Porto Alegre. Mesmo com pouca idade, ela já apresenta sinais de maus comportamentos, fazendo a dona admitir que é liberal demais.

“Não consigo ter pulso firme com ela. É meu Bebê. Dorme comigo na cama, divido a comida, e até tomo banho com ela. Tem vezes que ela é insuportável, morde os pés do sofá, me morde e faz xixi onde quer no apartamento. Não conseguiria bater nela. Não sei onde errei”.

A adestradora Beatriz Dittrich, de 27 anos, viu o depoimento da Rosaura e afirmou que ela comete um erro comum, porém, quando instalado, torna-se difícil corrigir o comportamento do animal.

“Quem manda na casa, o cachorro ou a dona? O cachorro age como se estivesse numa matilha. Onde existe um líder. Se ninguém o fizer demonstrar respeito, ele vai se achar o líder. E isso resulta em um comportamento ruim, que pode até se tornar agressivo. É importante você não dividir alimentos ou espaços como a cama. Na matilha o líder não dorme com os outros”.

Roberto Mayer, de 42 anos é estudante na nova área de psicologia canina. Que implica no entender do comportamento dos cachorros e o por que das ações resultantes da péssima criação. Explicando que agir com pulso e se comunicar direito com o animal pode fazer a diferença.

“O cachorro não entende português. Tem gente que não entende isso. Porém ele compreende o seu estado de espirito através da tonalidade da sua voz. Se você esbravejar com ele desde pequeno, ele vai entender que aquilo é errado. Mas tem gente que insiste em falar como se ele fosse uma criança, até afinando a voz. Se isso não for feito, ele não vai te respeitar. Vai mijar na sua cama sabendo que é seu território”.

Rosangela Martins, de 57 anos, psicóloga e especialista na área de comportamento humano, explica que tratar o cachorro como uma criança pode ser reflexo da carência ou desejo de ter um sentimento correspondido. Isso pode variar dependendo dos casos.

“Eu tenho uma paciente que trata o cachorro dela como filho, por que simplesmente não pode ter um. Outro caso comum é a ilusão de que aquela retribuição de carinho com uma lambida ou aconchego é o suficiente para viver. A realidade vai muito além de ‘Marley e Eu’. Inclusive isso pode se tornar uma obsessão, fazendo que sua vida social seja prejudicada por causa do animal. E isso se configura em desestabilidade mental, passível de tratamento”.

Isso obviamente não desqualifica o carinho. Qualquer profissional envolvido com cuidados aos animais, defende que o afeto é importante e estabelece um laço forte entre dono e animal. Mas que tudo precisa de limites para uma boa educação.

Escrito por: Luiz Antunes.

 

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