Para onde vai todo o dinheiro?

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Hoje resolvi refletir sobre os impostos cobrados aqui no Brasil. E o quanto alguns são absurdos podendo chegar 80% a mais do valor de um produto. E se o brasileiro paga tanto para contribuir com seu estado e país, por que temos tantos defeitos nos setores públicos?

Você sabia que aqui nós temos o IPhone mais caro do mundo? Que aqui o PS4 chegou na bagatela de R$4.000 (sendo 70% imposto)? E que tem impostos até para materiais escolares? Isso tudo vai para um lugar: O bolso de Brasília.

Se liberte um pouco do pensamento a respeito da direita e esquerda. Esqueça por um minuto seu partido político e coloque a situação atual na mesa. O Brasil é rico senhores, o brasileiro é o que chamo de “Falso Marajá”. Por que paga por algo caro que devia ser barato, sem saber ou dar a mínima. Apenas reclama, mas compra.

Quer maior prova do que a Copa do Mundo de 2014? Muitos dos estádios, verdadeiros coliseus, foram construídos com dinheiro público. Até aquele momento, eu pensava que meu país era pobre. Tudo fruto da arrecadação do seu e do meu imposto e taxas.

Os políticos fazem pouco caso sobre isso, por que o salário deles é absurdo. Eles podem comprar uma TV Smart de R$3,000 sendo que ela vale, na verdade, R$1,200 em seu valor original. Não dói no bolso deles.

Vai muito além disso. O Brasil “precisa” ser o país onde uns tem e outros não. Um livro custa em média R$30 nas livrarias. O povo precisa seguir burro, para que cada vez mais, pessoas indecentes tomem o poder. Então um livro, caderno, bloco de notas, agendas, tudo o que poderia te instigar a crescer é mais caro aqui. A cultura vai morrendo aos poucos.

Existem países da Europa, onde em trens e ônibus as pessoas viajam sempre lendo um livro. Aqui, isso é utópico. O salário mínimo do Brasil é de R$937,00. E esse salário deveria ser capaz de suprir as necessidades básicas, tais quais como educação e lazer. Estão vendo como tudo é um grande circo e nós somos os palhaços?

E isso pode ser resolvido. O imposto deveria ser único e não tantos. E cobrado a partir do cálculo da sua condição financeira. Ou seja, acabaríamos “taxando a elite”. Mas não pode né? Se taxar a elite e eles forem pra fora do Brasil tem empresários que se jogam do telhado. Se eles ganham muito, por que não contribuem proporcionalmente?

A resposta para onde vai todo o dinheiro arrecadado é simplesmente um mistério. Algo sobrenatural que sai das nossas carteiras e deveria ser destinado para as áreas públicas. Porém, nada chega ao destino ou somente uma pequena parte, pois a outra parcela vai parar nos bolsos dos engravatados.

Escrito por: Luiz Antunes.

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