Publicado em Cinema, Filmes, livros, Uncategorized

Prazeroso de assistir.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cinquenta Tons de Liberdade tem ritmo, sensualidade e aventura. Ao contrário dos outros dois filmes da franquia, nesse vemos uma adaptação mais madura e que consegue prender o espectador do início ao fim.

O principal acerto foi Dakota Johnson injetando mais personalidade na Anastasia. Aqui, Christian Grey e Ana são um casal com embates em decisões profissionais e pessoais, ao invés de um comandar e o outro somente obedecer, de maneira entediante, como nos outros filmes. Vemos uma mulher decidida e se demonstrando forte em diversos momentos.

O erro de Cinquenta Tons de Liberdade é focar tanto no casal, que não desenvolve os outros personagens. Logo, esquecendo de dar motivações e peso as ações do vilão, Jack Hyde. Tu fica em frente a tela do cinema e pensa: – Ele ta fazendo isso só por que não foi adotado pela família Grey e o Christian sim? É muita dor de cotovelo!

E não somente o vilão, mas o irmão do Christian pedindo a Kate em casamento é algo que não se sente, inserido ali pra preencher a trama. Outro exemplo, é a entrega das flores no tumulo da mãe biológica do Grey. A cena é bonita, mas por não ter sido desenvolvido tanto essa ligação na trama, não se sente o peso.

Cinquenta Tons de Liberdade perdeu a chance de apresentar mais do universo Christian Grey. Algo que poderia ter dado o toque de imersão necessário para fechar com chave de ouro a trilogia.

Vale a pena assistir? Sim, vale! Cinquenta Tons de Liberdade surpreende com cenas bem feitas, erotismo e sensualidade na medida certa, com uma pequena dose de aventura pra te manter interessado do começo ao fim.

Nota do filme: 7.0 / Autor: Luiz Antunes / Twitter: @Bloguetto10

Anúncios
Publicado em Filmes, livros, Uncategorized

Comum ao extremo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Operação Red Sparrow é um filme de espionagem comum, que deixa muito a desejar pelo investimento feito. O elenco conta com estrelas de destaque em Hollywood, mas o fraco roteiro impede que os mesmos brilhem, por entregar uma história que se arrasta e sem empolgação.

Jennifer Lawrence interpreta Dominika, uma jovem bailarina que sofre um grave acidente e sem ter outro meio de sustentar a casa e o tratamento da mãe, acaba por se envolver em um programa de espiões treinados pela inteligência russa.

Só que com o passar dos minutos, é possível notar um problema fixo na atuação de Lawrence: É sempre a mesma coisa. Ela não cativa a câmera. Dominika foi estuprada, surrada, perdeu o trabalho dos sonhos, sofreu danos psicológicos e ela atua da mesma maneira até o fim do filme. Ou seja, você não sente o peso de tudo que ocorreu. A personagem não convence e em alguns momentos parece que ela só está ali cumprindo contrato pra ganhar dinheiro.

Algumas cenas de nudez foram desnecessárias, até por que o intuito era provocar um impacto no público pelo contexto em que elas são aplicadas (onde é preciso desconstruir o ser humano, para virar um servidor de corpo e alma da Rússia). Mas aquilo não gera a reação esperada e você fica diante a tela se perguntando: – Por que razão mostraram isso mesmo?

A trama se perde no que quer apresentar ao público. A ideia era mostrar que uma Red Sparrow poderia viver um romance, com o policial Nate? Apresentar como o governo russo tenta lidar com a “guerra fria atual”? Ou apresentar o contexto político por trás da história? A sensação que fica é que Operação Red Sparrow tenta te passar tanto, que não consegue explicar nada, mesmo com o filme tendo mais de (cansativas) duas horas.

Vale a pena assistir? Não! Se for pra ver um filme comum e exaustivo de espionagem, fique em casa e baixe de graça em algum site. Mas gastar metade ou o valor completo do ingresso nesse longa é puro desperdício de dinheiro.

Nota do filme: 5.0 / Escrito por: Luiz Antunes / Twitter: @BloggerColorado 

Publicado em Cinema, Filmes, livros, Uncategorized

O hype era real!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Pantera Negra é um filme completo, bem escrito e que foge totalmente da formula Marvel. Com uma pegada original, o diretor Ryan Coogler levou para as telas um filme ousado e que leva mensagens importantes sobre problemas sociais, em especifico, o racismo e escravidão.

A história é sobre o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) e sua luta para reassumir o trono de Wakanda. E que lugar lindo! Eu me lembro de ter a mesma sensação arrepiante ao ter visto Asgard, em Thor pela primeira vez.

Mas o que tornou Wakanda especial, não foi somente o belo visual tecnológico e estético, e sim o povo e as tradições. Assim como as tribos e seus diferentes aspectos. Todos com figurinos com cores intensas e marcantes, fazendo você acreditar que todo aquele lugar “realmente” faz parte da Africa.

O elenco é ótimo! Agora, a Laetitia Wright interpretando a Shuri (irmã do T’Challa) é de um carisma sem tamanho. Essa garota foi uma das grandes revelações do universo Marvel, e tenho certeza que estará presente em outros filmes. Talvez, até em Guerra Infinita, afinal pelo trailer, sabemos que terá uma batalha em Wakanda.

A única coisa que não precisava, ao meu ver, era uma luta tão digital no final do filme. Se você tem atores tão bons e dedicados para fazer coreografias, bota o Chadwick Boseman e Michael B Jordan lutando com os trajes. Daria um peso emocional diferenciado para o público.

E falando no Jordan, tudo que posso dizer é que ele é um vilão completo. Existem vilões em filmes de heróis, que são maus por motivos clichês e ridículos, como Ultron ou Lobo da Estepe. Aquele papo chato de: – “Vou destruir o mundo, me temam”. Mas o Killmonger tem a motivação certa para dizer: – Vou revolucionar o mundo. E isso é tão impactante que a última fala dele, faz arrancar lagrimas de todos que entendem o passado escravista dos negros.

Vale a pena assistir? Sim! Pantera Negra é sinônimo de bom filme. Posso assegurar que vão ter momentos cômicos, intensos e com boas lutas. Marvel começa o ano com um ótimo pontapé, nos preparando para o que virá em Guerra Infinita.

Nota do filme: 10 / Autor: Luiz Antunes

Publicado em Cinema, Uncategorized

Esse é o novo Jumanji: Simples e divertido.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Existem filmes de comédia que são bobos e o roteiro se resume a cerveja, sexo e piadas fracas.  E para a minha felicidade, Jumanji: Bem vindo a selva, não é isso. Muito pelo contrário, é possível ver um filme que vai de ponto A até B, sem forçar as relações entre os personagens e isso entrega uma boa aventura.

O filme inicia de maneira meio clichê, com o jogo sendo achado na praia e depois indo para uma casa onde, obviamente, alguém iria joga-lo. Mas fui dando crédito para ver se me surpreenderia.

E realmente, depois de uns 25 minutos você compra a ideia do filme. Eu pensei: – Ok, eles estão num game onde cada um tem 3 vidas e se não quebrarem a maldição, não vão sair de lá. Quero ver onde isso vai dar!

Então desde aquele momento, eu não parei de rir e me divertir. É obvio que o filme tenta ser algo original, mas esbarra em muitos clichês onde se você pensar um pouco, já sabe tudo que está para ocorrer. Mas a direção dos personagens foi tão bem articulada pelo diretor Jake Kasdan, que isso te faz relevar os clichês.

O grupo de atores foi bem escolhido. Dwayne Johnson esbanjou carisma em cenas de ação, comedia e até românticas. Ele conseguiu passar a inocência do garoto, Spencer (Alex Wolff), em momentos mais delicados e que remetiam a adolescência. Em nenhum momento a atuação pareceu algo forçado.

E Kevin Hart merecia um prêmio pela atuação como Moose Finbar. Óbvio, ele já havia feito papéis similares em outros filmes. Ele é o alivio cômico perfeito. Nesse Jumanji, conseguimos ver ele solto, brincando com as piadas e levando humor do início ao fim do filme.

Agora, Jack Black não foi tão brilhante. Em diversos momentos senti ele interpretando a Bethany de uma maneira forçada. Além do mais, também acho que o roteiro não ajudou muito na construção do personagem dele. Por exemplo, a ligação dela com Martha é interessante, e eles exploram bem essa questão de: A menina certinha vs a menina descolada. Mas não é tão desenvolvida quanto a relação Spencer e Fridge.

A mensagem que o filme passa é “como você quer viver a sua vida”. Você pode julgar todo mundo ou ter a menta aberta, pode ser o valentão que pede deveres de casa pros outros ou ser um aluno exemplar, pode ser um nerd assustado ou um homem que busca vencer seus medos. E isso de tão escancarado chega a ser perfeito, por que através disso os personagens crescem vencendo seus dilemas pessoais.

Vale a pena assistir? Sim! Jumanji: Bem vindo a selva, foi um filme injustiçado por muitas críticas. Mas se forem ver no IMDB, a nota é 7,2. O filme foi bem filmado e cumpre a proposta. Ele te da 1 hora e 59 minutos de risada e aventura. Se você não foi pra praia nesse janeiro, vá ao cinema e assista, por que não vai se arrepender.

Texto: Luiz Antunes / Twitter: @BloggerColorado / Nota do filme: 8.0

Publicado em Filmes, Uncategorized

Esse era o Luke que você queria ver?

luke-skywalker-main_5a38c454_461eebf5

Sem duvida o episódio VIII dividiu os fãs. Muitos não concordaram com diversos pontos impostos pelo diretor Rian Johnson. Mas o que gerou mais repercussão negativa, foi Luke Skywalker.

Antes mesmo do filme ser lançado, Mark Hamill disse em entrevistas que não estava se sentindo confortável com o rumo que Rian tinha escrito para o seu personagem. A insatisfação foi tanta, que segundo ele, aquele não era “Luke Skywalker” e sim qualquer outro personagem.

Óbvio que depois Mark voltou atrás, dizendo que adorou o filme e o que aconteceu com Luke. Mas aquilo pareceu mais como um “puxão de orelha” da Disney, do que alguém voltando atrás a respeito da opinião dada.

Alguns fãs revoltados, fizeram petições para que a Disney retirasse o episodio VIII do seu cânone, alegando que o filme estraga o legado construído por Luke Skywalker na trilogia clássica. E isso realmente me fez refletir sobre.

Será que o Luke que vemos em Os Ultimo Jedi é o que todo fã do personagem queria ver? Trata-se de alguém que sempre acreditava no melhor, totalmente motivado e que nunca deixou de acreditar nos caminhos da força. Estamos falando do personagem que estava disposto a morrer por uma “faísca” de esperança para que o pai retornasse para o lado luminoso.

E esse é o mesmo personagem que invade os aposentos do sobrinho no meio da noite, enxerga escuridão no garoto e por uma possibilidade de futuro sombrio, chega a ligar o sabre para matar Ben Solo a sangue frio? Tem coisa errada ai! Nem sei como Kathleen Kennedy aceitou isso.

Eu acho que é possível vermos a essência de Luke Skywalker no filme. Principalmente quando ele se sacrifica para que haja esperança na galáxia. Mas analisando bem, faltou tempo de tela e roteiro para que conseguíssemos entender por que Luke chegou aquele ponto de ficar tão desacreditado.

Vou exemplificar. Por que não colocaram flashbacks do Ben Solo treinando e mostrando raiva, ficando incontrolável? Apresentando ao público que Luke não estava à altura das trevas no sobrinho. Ou como Snoke influenciou a ida dele para o lado negro. Mas preferiram gastar tempo de tela na porcaria (e falo mesmo) de Canto Bight. Poxa, o filme é o mais longo da saga. Não queríamos somente ação e aventura e sim, respostas.

Luke não é meu personagem favorito de Star Wars, mas para aquele fã que se identifica com ele e tem apreço, entendo totalmente a revolta com o que fizeram. E digo mais, acho que no episódio IX a Disney vai se esforçar pra agradar todo mundo. Não vai ser um filme de encher os olhos, mas vai buscar redimir mais o Luke (mesmo como fantasma da força) e tentar ao máximo fechar a trilogia sem dividir mais os fãs. Não é a toa que J.J voltou pessoal.

Escrito por: Luiz Antunes. 

Publicado em Cinema, Filmes, Uncategorized

The Last Jedi é de arrepiar!

star-wars-last-jedi

Rian Johnson recebeu a difícil missão de escrever e dirigir essa sequencia tão aguardada. Afinal, como o episódio V impulsionou os personagens Han, Leia, Luke e Vader no passado, nesse se esperava que a intenção fosse a mesma. Isso aconteceu? Sim e não.

A decisão do filme ocorrer sem salto temporal, foi ousada. Nunca havia ocorrido isso em Star Wars. Mas foi importante, para entendermos a profundidade do que Luke Skywalker se tornou. Ele não está apenas triste, está arrependido e desacreditado. Mas a essência do personagem segue ali, totalmente presente.

A verdade sobre Rey me incomodou um pouco. Por que a Disney segurou tanto esse mistério, que chegar na tela e ver que ela não é filha de ninguém, me decepcionou. Afinal, a ligação que ela tem com Kylo é tão bem trabalhada, que tu torce pra eles serem irmãos.

Falando em Kylo, que personagem que teve um salto gigantesco. Principalmente por que no filme é possível entender a raiva dele. Ele segue não sendo um vilão extraordinário, mas conseguiu tirar o peso de não ser um Vader. Inclusive o próprio Snoke comenta que ele é uma criança confusa, usando uma mascara ridícula. Isso que o Rian quis mostrar, que ele nunca será épico como o Vader, então devemos enxerga-lo assim mesmo.

E da parte da Resistência, Poe e Leia são os destaques. O piloto mostrando uma personalidade forte e habilidade sem igual dentro de uma X-Wing. E a Carrie Fisher deu um salto de interpretação em relação ao Despertar da Força. Ali vimos a essência da Leia, sendo imponente, forte e ousada. E a dedicatória pra ela nos créditos foi linda.

Agora, é obvio que nem tudo são flores. Fiquei me questionando se havia gostado do filme como um todo ou se os momentos épicos presentes nele, o fizeram bom. E nisso fico dividido. Por que se não fosse pela trama envolvendo Luke, Rey, Kylo e Leia, as outras partes são muito esquecíveis.

Rose serve para dar alegria ao filme e dar visões mais “humanas”. Só que a personagem  não me convenceu. E o Finn, gente, ele ta aqui pra ser o alivio cômico e dizer “Rey” (mas que crush hein). O romance entre os dois foi totalmente desnecessário. Não agregou em nada.

O filme tem cenas lindas, é ousado em termos de história, as sequencias de ação foram muito bem coreografadas e isso tudo faz com que The Last Jedi seja incrível. Só que podia ser melhor. Uma coisa que eu estava esperando, era ver uma cena de luta entre Luke os Cavaleiros de Ren. E os Ren nem sequer foram citados.

Óbvio, não é por que estou expondo o que julguei negativo, que eu não gostei do filme. Ao meu ver é um dos melhores episódios de Star Wars de todos os tempos. Daqui uns anos, vamos chamar ele de clássico. Gente, eu chorei vendo o Yoda aparecer e transmitir com calma e clareza, o que Luke deveria fazer. A mensagem do R2, fazendo referencia ao episódio IV é de explodir o coração.

Vale o ingresso? Sem duvida! Você vai rir, chorar, se divertir e principalmente, se emocionar com mais de duas horas de Star Wars na tela. É um filme pra toda família e os fãs e não fãs, saírem satisfeitos.

Nota do filme: 8.5.

Escrito por: Luiz Antunes / Twitter: @BloggerColorado / Insta: @Blogger302

 

 

 

Publicado em Cinema, Filmes, Movies, Uncategorized

Para quem tem estômago forte.

raw_sex.0

Grave (Raw) é um filme francês de horror, suspense e drama, sobre a história de Justine. Uma garota que acaba de entrar na faculdade de veterinária e conforme enfrenta os trotes por ser caloura, vai desenvolvendo gosto por comer carne humana.

A fotografia do filme é sensacional. O jeito como as cenas são bem enquadradas e a tonalidade das filmagens é mais escura e cinzenta, fornece a tensão necessária para quem assiste. Não é a toa que falamos de um filme premiado no festival de Cannes. A maquiagem, por exemplo, é surreal por que é impossível olhar para as cicatrizes ou dilacerações e não admirar o quanto aquilo soa realístico.

Só que ao mesmo tempo em que a obra cinematográfica é bonita, ela também acaba perdendo o ritmo da história. O filme vai ficando lento por que o roteiro não é objetivo. Depois de assistir, me perguntei: – Qual era o foco? A garota que desenvolveu gosto por carne humana? A relação dela com a Alexia (sua irmã)? Ou os dramas adolescentes na faculdade, inclusive, envolvendo opções sexuais?

Raw tem nota 7.0 no IMDb, mas seria mais alta, se tivesse dado um único foco a história. O filme tenta te contar muita coisa em uma hora e meia. E nisso, o principal, inclusive, acaba se perdendo que é o horror. Não tem como sentir medo.

Só que isso não quer dizer que o filme deixa de ser envolvente. Como eu disse, a estética e a beleza das cenas, te faz querer acompanhar até o final para ver no que vai dar. E isso também é resultado da ótima atuação de Garance Marillier, que protagonizando Justine,  convence ao interpretar essa garota frágil, inteligente e que não sabe o que fazer com esse novo gosto “peculiar”.

Vale a pena assistir? Sim. Raw está disponível na Netflix e é uma excelente opção para quem tem estômago forte, gosta de sangue e deseja ver um filme ousado. Mas prepare o seu travesseiro no sofá por que em alguns momentos terá sono.

Nota do filme: 6.0 / Escrito por: Luiz Antunes.

Twitter: @BloggerColorado